Nem pensar fazer réveillon ou carnaval, diz fundador da Anvisa

Nem pensar fazer réveillon ou carnaval, diz fundador da Anvisa

Foto: reprodução Fehoesp

Fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico sanitarista Gonzalo Vecina disse, ao UOL News hoje (25), que a realização das festas de réveillon e Carnaval prejudicaria o combate à pandemia de covid-19.

“Estamos longe de alcançar o fim da pandemia. Nem pensar fazer réveillon ou Carnaval. Tudo que estamos fazendo vai por ‘água abaixo'”, disse Vecina.

Com a volta do turismo a todo o vapor neste ano, as maiores capitais do Nordeste, por exemplo, planejaram realizar novamente as tradicionais festas de Réveillon na praia, com fogos e atrações. Algumas chegaram a lançar editais para contratar empresas e artistas para a virada de ano.

Entretanto, a alta no número de casos na Europa após a reabertura e a vacinação ainda aquém de índices confiáveis fizeram as prefeituras recuarem e deixarem em aberto a realização dos eventos, com uma tendência a permitir apenas festas particulares menores.

“Festas que você não controla quem entra, não podem ocorrer”, completou o médico sanitarista. Ele cita como exemplo de eventos possíveis os jogos de futebol.

Desobrigação das máscaras

O governo de São Paulo anunciou ontem (24) a liberação do uso obrigatório de máscaras em locais abertos sem aglomeração a partir do dia 11 dezembro em todo o estado. Como o UOL havia adiantado, a flexibilização será permitida em lugares amplos, como rua e parques, que permitam distanciamento.

Gonzalo Vecina apoia a decisão do governo de São Paulo e ressalta que a proteção facial deve ser mantida em ambientes fechados ou abertos com aglomeração. “Sempre teve alguma contradição sobre o uso de máscara em ambiente aberto. As gotículas de água em ambientes abertos com circulação de ar tendem a se dissipar”, explica o médico.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse ontem, em entrevista ao UOL News, que a cidade de São Paulo deve seguir o estado e liberar o uso obrigatório de máscaras em locais abertos.

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Carnaval e pandemia