Deliberação do CES-RJ propõe a criação de um programa de atenção à saúde ambulatorial para o acompanhamento aos pacientes com sequelas pós-Covid

Deliberação do CES-RJ propõe a criação de um programa de atenção à saúde ambulatorial para o acompanhamento aos pacientes com sequelas pós-Covid

Foi publicada hoje no Diário Oficial a Deliberação CES N° 239, de 10 de agosto de 2021 que propõe a criação de um programa de atenção à saúde ambulatorial para o acompanhamento aos pacientes com sequelas pós-Covid no âmbito do estado do Rio de Janeiro. Durante a aprovação da proposta, o plenário entendeu que “cabe ao Conselho Estadual de Saúde, conforme suas atribuições, colaborar na construção das políticas públicas de saúde que viabilizem acesso da população às ações e serviços de saúde que atendam as demandas e necessidades surgidas diante da urgência que a pandemia da Covid-19 nos impôs”.

Outra justificativa para a criação do programa aponta a necessidade de atentar sobre “as especificidades e diversidades regionais e dificuldades de transporte sanitário por parte dos municípios e a distância da Capital de alguns municípios e a importância de expandir esse tipo de serviço aos demais municípios/Regiões de Saúde, viabilizando o acesso a todos aqueles que necessitam de recuperação das sequelas da doença”.

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De acordo com a publicação, o “programa deverá contemplar a implantação de serviços que disponham de equipes multidisciplinares e especializadas compostas de cardiologistas, fisioterapeutas, nefrologistas, neurologistas, clínicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, dentre outros, para o atendimento aos mais diversos problemas/sequelas decorrentes da Covid-19 daqueles pacientes que tiveram alta hospitalar. Os serviços também deverão disponibilizar os exames diagnósticos necessários ao acompanhamento de cada caso e a Secretaria de Estado de Saúde do RJ (SES/RJ) deverá definir protocolos clínicos a serem disponibilizados aos municípios, a fim de organizar a oferta dos serviços”.

O conselho propõe também que a “SES deverá prever, em apoio aos municípios/Regiões interessados em aderir ao referido programa, um cofinanciamento para viabilizar sua implantação, dentre outras medidas”.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ

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