Covid-19: Região Metropolitana do RJ tem pelo menos 150 mil com segunda dose atrasada

Covid-19: Região Metropolitana do RJ tem pelo menos 150 mil com segunda dose atrasada

Mulher sendo vacinada no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/CNN

Um levantamento produzido pela CNN mostra que pelo menos 150 mil pessoas estão com a aplicação da segunda dose atrasada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Esse número representa o somatório dos atrasados de nove cidades: pessoas que receberam a primeira dose de Coronavac ou AstraZeneca, mas não retornaram aos postos na data estipulada para receber a segunda etapa e, portanto, ainda não concluíram o esquema vacinal.PUBLICIDADE

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A capital do estado, município mais populoso, responde por 59% deste total, com cerca de 89 mil pessoas. Em seguida, aparecem Belford Roxo, com 18 mil, Magé, com 13,3 mil. São Gonçalo é o quarto município da lista, com 9,5 mil, seguido por Niterói, 5,7 mil, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, 4,8 mil, Japeri e 4,4 mil.

Os municípios informaram que fazem busca ativa para localizar essas pessoas, para que sejam informadas e se dirijam às unidades de saúde e recebam a segunda dose. As estratégias são diferentes: de ligações e visitas porta a porta, na maioria das localidades, com agentes de saúde, a campanhas educativas, nas redes sociais e nas ruas, com outdoors e carros de som, como em Magé e Japeri.

Entre os especialistas, é consenso que a ausência dos que não receberam a segunda dose pode comprometer o sucesso da campanha de imunização. Isto porque, por padrão internacional, ela pretende imunizar, com as duas doses, pelo menos 90% do público alvo. Neste momento, os maiores de 18 anos.

Professor de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo pede que essas pessoas compareçam às unidades de saúde:

“A pessoa só estará devidamente protegida depois de receber a segunda  dose. A sociedade depende disto. É possível que essa ausência tenha a ver com algum temor sobre eventuais reações. Mas isso não se justifica. Além de que, embora a reação possa aparecer em qualquer dose, ou nas duas, é menos provável que quem apresentou reações na primeira apresente na segunda etapa”, afirma o médico.

Entre os municípios procurados, Maricá foi o único que respondeu não ter atrasados à espera da segunda dose.

Via CNN Brasil

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