Deputado federal propõe greve de médicos contra contratação de profissionais estrangeiros

Deputado federal propõe greve de médicos contra contratação de profissionais estrangeiros

Drº Luizinho, como é conhecido, gravou vídeo convocando uma greve de médicos no país caso propostas de inclusão de profissionais de outros países, para auxiliar no enfrentamento da pandemia, avance na Câmara

O médico e deputado federal, ex-secretário de estado saúde do RJ, Dr. Luizinho (PP-RJ), publicou um vídeo no Twitter instando a classe médica a realizar uma greve geral, em plena pandemia, contra a possível aprovação de Projetos de Lei que estão em discussão na Câmara dos Deputados que permitiriam a contratação de médicos estrangeiros e brasileiros com formação no exterior sem a necessidade do Revalida, de maneira excepcional. O vídeo foi apagado logo em seguida.

“Novamente querem trazer pessoas formadas em medicina de qualquer maneira no exterior para trabalharem nesse momento da pandemia […] eu conclamo todos os médicos do Brasil para que a gente convoque uma greve geral se esse projeto for aprovado”, disse Luizinho.

Dois Projetos de Lei sobre a contratação emergencial de médicos para atuarem enquanto durar a pandemia tramitam na Câmara. Um dos projetos é de autoria do deputado Aliel Machado (PSB-PR), que visa permitir a recontratação de maneira “excepcional” e sem processo seletivo de profissionais que atuaram no Programa Mais Médicos para atuarem na atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS).

O outro projeto é o PL 3252/2020, de autoria do deputado João Bacelar (Podemos-BA) propõe permitir a contratação de médicos brasileiros graduados em instituições estrangeiras mediante “revalidação temporária e emergencial dos diplomas”.

A Associação de Médicos Brasileiros (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionaram contra os dois projetos. Segundo as entidades, não há falta de médicos no Brasil, mas sim a má distribuição destes profissionais.

A maior parte dos médicos prefere trabalhar nas grandes cidades e região central devido às melhores condições salariais, segundo levantamento, o que gera uma distribuição desigual pelo Brasil, afetando principalmente as regiões mais afastadas e carentes.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ

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