Estadualização de hospitais federais no RJ gera preocupação entre entidades e sindicatos

Na última terça-feira (23), o governador em exercício Cláudio Castro confirmou que o Ministério da Saúde autorizou a estadualização do Hospital da Lagoa. Durante viagem à Brasília, Castro afirmou que, aos poucos, outros hospitais devem ser estadualizados ou ter gestão compartilhada com o governo federal. A proposta, segundo ele, é abrir leitos que estão parados nas nove instituições federais no Rio de Janeiro (Into, Inca, INC, Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado sob administração direta do Ministério da Saúde (MS).

De acordo com o governador, a estadualização deve ser assinada até a próxima sexta (26). Inicialmente, a mudança na administração terá duração de 6 meses, podendo ser prorrogada.

Mudança da gestão federal para estadual gera preocupação entre representantes de classe

Pelo histórico do estado em não conseguir gerir as suas unidades, representantes de sindicatos demonstram muita precupação com a decisão do executivo estadual. O histórico de fechamentos de unidades num passado recente e as dificuldades de gestão de outras ligou o sinal de alerta de profissionais de saúde e sindicalistas que estiveram nas ruas, hoje, para protestar contra a crise no setor trabalhista e as más condições laborais dos profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Outras tentativas de estadualização não deram o resultado esperado

Há décadas que o Ministério da Saúde realiza suas tentativas de transferir a responsabilidade pela gestão dos hospitais federais. A primeira, com a estadualização em 1991 (Ipanema e Servidores do Estado), foi revertida após três anos e a segunda, com a municipalização em 2000 (Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema e Lagoa), também foi revertida após cinco anos, após o decreto do governo federal de calamidade na saúde no Rio de Janeiro. Em todas as circunstâncias, a população foi atingida por essas medidas que culminaram na desassistência, piora das condições de saúde e acesso para a população.

Novo ato pode ocorrer amanhã, na sede do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Centro do Rio

Com a informação de que o novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, poderá estar presente em reunião no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, no Centro do Rio, para tratar deste assunto, manifestantes estão convocando, por meio de aplicativo de mensagens, um ato por volta das 14h em frente ao edifício, local onde também se localiza a Secretaria de Estado de Saúde. Além de serem contra a estadualização da rede federal, os profissionais e representantes dos sindicatos exigem a vacinação para todos.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ

Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

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