Mapa aponta risco elevado de contágio da Covid-19 no estado do RJ

Agora a noite, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro divulgou a 22ª edição do Mapa de Risco da Covid-19 e a situação da pandemia não é boa: as regiões Metropolitana I, Serrana, Noroeste e Centro-Sul apresentam risco alto ou muito alto de contaminação (bandeiras vermelha ou roxa). Uma reunião entre prefeitos e governador terminou sem acordo sobre medidas mais rígidas.

Já as regiões Litorânea, Metropolitana II, Médio Paraíba, Norte e Baía de Ilha Grande estão classificadas com risco moderado (bandeira laranja).

Nesta sexta-feira, a capital bateu novo recorde de hospitalizações por covid-19 e tem maior fila de espera por leito de UTI. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a taxa de ocupação de leitos de covid-19 de UTI está em 95% e de 84% em enfermaria, sendo 653 pessoas internadas em UTIs, 679 leitos operacionais e 776 leitos de capacidade instalada. Segundo o Painel Covid-19 da SMS, há 65 pessoas na fila de espera por um leito de UTI na rede SUS. Já no estado, a taxa de ocupação divulgada está em 85,1% de leitos de UTI e 65,6% de enfermaria, com 391 pessoas na fila de espera. Segundo informações do Painel Covid-19, nas últimas 24h foram registrados 2.354 novos casos e 135 mortes. Ontem, o número de óbitos foi de 109.

Diante da crescente onda de Covid-19 – sendo chamada de terceira onda – diversos municípios editaram novos decretos de isolamento e restrições de atividades. No município do Rio, o prefeito Eduardo Paes decretou o fechamento de praias e a proibição da utilização das áreas de lazer.

Reunião entre Paes e Castro termina sem acordo sobre novas medidas de restrição

Uma reunião entre os prefeitos do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e de Niterói, Axel Grael, e o governador em exercício do estado, Cláudio Castro, ocorrida hoje no Palácio Guanabara, para definir sobre novas medidas para conter a propagação da Covid-19 terminou sem acordo entre municípios e governo. Segundo reportagem no G1, “durante a reunião, o prefeito Eduardo Paes propôs medidas mais enérgicas para conter o avanço da doença no Rio de Janeiro, mas o governado Cláudio Castro não concordou com as normas. Um novo encontro está marcado para o próximo domingo (21), às 10h”.

Já em entrevista ao jornal Estadão publicada nesta sexta-feira, o governador do Rio elogiou a gestão do ministro Eduardo Pazuello no combate à pandemia, chamando-o, inclusive, de ”guerreiro”. ”Acho que o Pazuello foi um guerreiro nessa condução. Ele não é médico, mas cumpriu um papel de organizar essa batalha pela compra das vacinas”.

Perguntado se cogita estabelecer medidas mais duras para conter o avanço da doença, o governador, ainda durante a entrevista ao jornal paulista, disse:

”Continuo encarando de uma forma técnica. Recebo o pessoal da saúde e ainda não me disseram que tenho que restringir mais coisas. Estamos preparando medidas, mas, como foi da última vez, vão ser 100% preparadas com a cadeia produtiva, os prefeitos e a medicina. Aqui será por meio de um processo de diálogo. Tem a questão agora de 2 feriados, temos que decidir o que vamos fazer acerca deles. Segundo o meu pessoal, cada ato que se toma demora de duas a 3 semanas para sentir o impacto. Ainda estamos para entender se o que a gente já fez deu resultado ou não”, explicou.

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Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ

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