Transmissão no Brasil é intensa e quarentena pode ser única opção, diz OMS

Christopher Black/OMS

Brasil é um dos países em que o coronavírus está sendo transmitido com maior intensidade atualmente, alerta entidade

POR ISTOÉ

Diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde, Mike Ryan
Christopher Black/OMS
Brasília – O comando da Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a alertar sobre a disseminação do coronavírus no Brasil. “Neste momento, a transmissão de coronavírus no Brasil é muito intensa”, afirmou durante entrevista coletiva virtual o diretor-geral da entidade, Mike Ryan, ao ser questionado sobre o quadro no País.

Ryan disse que, em casos com muita transmissão comunitária da covid-19 e em que não há uma capacidade adequada para testar, rastrear e impor distanciamento para os doentes confirmados, medidas de quarentenas são uma alternativa eficiente e inclusive acabam por poder ser “a única alternativa”, apontando também que manter em casa apenas uma parte da população reduz muito a eficiência dessa estratégia.

O diretor-geral disse que alguns países, na Ásia, conseguiram controlar a doença sem medidas muito intensas de isolamento social, mas complementou que isso só foi possível porque havia neles um monitoramento adequado da doença, com testes, busca por casos e isolamento dos doentes.

OMS suspende testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19

Ryan afirmou também que, no Brasil, há variações sobre as medidas de restrição impostas. “Precisamos de abordagem abrangente” contra a doença, ressaltou, destacando que outros países da América do Sul, como o Chile e o Peru, têm visto aumentar o número de casos. “A América do Sul e a América Central estão lidando com transmissão intensa da covid-19”, advertiu.

Secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus complementou a resposta, notando que, se as medidas de distanciamento social não forem adotadas de modo sério, “a transmissão segue rápida”.

Durante o período em vigor das medidas de distanciamento, é preciso desenvolver a capacidade de se fazer testes, isolar e tratar os doentes e assim continuar esse combate. “Se não desacelerar a transmissão do vírus, fica difícil controlá-lo”, apontou. “A partir de certo limite, o crescimento (da disseminação) do vírus é exponencial”, destacou Ghebreyesus, complementando que isso já aconteceu em outros países anteriormente agora, ocorre no Brasil.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s