Coronavírus

Covid-19: Estado do RJ terá 13 unidades provisórias de saúde com total de 2.840 leitos

Expectativa é de que até o final do mês a maioria dos hospitais de campanha e unidades de saúde provisórias estejam em funcionamento; veja o número de leitos, locais e valores das obras

Hospital de campanha sendo construído no complexo do Maracanã

No G1:

Com o avanço do novo coronavírus e a ocupação cada vez maior dos leitos por pacientes infectados, o Rio de Janeiro vive a expectativa pela inauguração dos nove hospitais de campanha. O RJ2 percorreu nesta terça-feira (14) os locais onde estão sendo erguidas as unidades, pelo Governo do Estado e parceiros, para ver o andamento das obras.

Hospitais construídos pelo Governo do Estado (em alguns casos, com a ajuda de prefeituras e de empresas):

1) Estádio Célio de Barros, no Maracanã: 400 leitos, sendo 80 de CTI
2) Terreno do 23º Batalhão da PM, no Leblon: 200 leitos, sendo 100 de UTI
3) Parque dos Atletas, em Jacarepaguá: 200 leitos, sendo 50 de UTI
4) Hospital Adão Pereira Nunes, em Caixas: 200 leitos, sendo 60 de UTI
5) Aeroclube de Nova Iguaçu: 500 leitos, sendo 200 de UTI
6) Clube Mauá, em São Gonçalo: 200 leitos, sendo 40 de UTI
7) Centro de Campos dos Goytacazes: 100 leitos, sendo 10 de UTI
8) Hospital Gélio Alves Faria, em Casimiro de Abreu: 100 leitos
9) Ginásio Esportivo Frederico Sichel, em Nova Friburgo: 100 leitos, 40 de UTI

Hospitais construídos por prefeituras e pelo governo federal:

10) Fiocruz (governo federal): 200 leitos, sendo 180 de UTI
11) Hospital de campanha do Riocentro (Prefeitura do Rio): 500 leitos, sendo 100 de UTI
12) Hospital Oceânico (arrendado pela Prefeitura de Niterói: 40 leitos de UTI
13) Hospital Municipal São José (Prefeitura de Duque de Caxias): 100 leitos, sendo 50 de UTI

Unidade hospitalar provisória da Fiocruz, em Manguinhos

Prefeituras do Rio, Niterói e Caxias também montam hospitais de campanha

Maracanã
Leitos: 400, sendo 80 de CTI
Prazo de inauguração: 30 de abril
O Hospital de Campanha do Maracanã vai ser a principal referência da Zona Norte do Rio.

A obra segue em ritmo acelerado no local onde funcionava o estádio de atletismo Célio de Barros. Jornalistas não foram autorizados a entrar, mas do lado de fora a gente dá para ver as barracas de lona, um entra e sai de caminhões com itens e equipamentos necessários para a montagem.

Camas e colchões, por exemplo, já começaram a ser instalados.

As unidades de saúde mais próximas são o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, em Vila Isabel, e o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.

Leblon
Leitos: 200, sendo 100 de UTI
Prazo: 30 de abril
Custo: R$ 45 milhões
Duas unidades só saíram do papel graças à ajuda de empresas. São os hospitais de campanha do Leblon e do Parque dos Atletas.

O hospital de campanha do Leblon está sendo erguido no terreno do 23º BPM, na Rua Bartolomeu Mitre. As obras estão bem avançadas. A estrutura e o teto já estão prontos.

Nesta terça, eram instaladas as tubulações de água, gás e oxigênio. O hospital vai ser inaugurado até o fim do mês e vai funcionar por quatro meses, período mais grave da pandemia, segundo as previsões.

A unidade também terá laboratório e equipamentos de última geração para exames: tomografia digital, radiologia, aparelhos de ultrassom e ecocardiograma.

A estrutura grande e complexa foi erguida graças à união de um grupo de empresas. A construção é liderada pela Rede D’Or de hospitais, que também vai operar o hospital de campanha.

O investimento total é de R$ 45 milhões: R$ 25 milhões da Rede D’Or e os outros R$ 20 milhões divididos em partes iguais por Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo e Banco Safra.

Em um segundo consórcio, a Rede D’Or se juntou à Rede Ímpar de Hospitais e ao United Health Group e investiu R$ 11 milhões no Hospital Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca. Uma parte do prédio está sendo reformada para 80 novos leitos de internação e 28 novas UTI´s. Equipamentos, insumos e medicamentos também serão doados.

A Rede D’Or doou ainda 15 respiradores para o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência do município no tratamento de Covid-19, e 50 camas para o hospital de campanha do Riocentro,

Todos esses novos leitos serão para pacientes de coronavírus que são usuários do SUSU.

“A gente está convicto que a solidariedade é saída da crise que estamos vivendo. A gente não pode se tocar, mas a gente pode se unir. E é baseada nessa união que estamos desenvolvendo esses trabalhos para o rio de janeiro e o Brasil”, disse Leandro Reis Tavares, vice-presidente médico da Rede D’Or-São Luiz.

Parque dos Atletas
Leitos: 200, sendo 50 de UTI
Prazo: 30 de abril
Custo: R$ 50 milhões

A Barra da Tijuca é o bairro do Rio mais atingido pelo novo coronavírus. O número de casos em Jacarepaguá também desperta atenção. Por isso, a preocupação com os leitos na Zona Oeste da cidade.

Um hospital está sendo montado pela prefeitura no Riocentro, com 500 leitos. Outro terá mais 200 leitos aqui no Parque dos Atletas. neste hospital, serão 150 leitos pra internação e 50 de uti. esses leitos de uti serão preparados pra pacientes de alta complexidade. vão estar equipados com monitores, bombas de infusão e ventiladores mecanicos.

As obras começaram na segunda-feira (13). Nesta terça, os operários trabalhavam na cerca que vai isolar as tendas do restante do parque.

No plano inicial, o hospital seria erguido com recursos estaduais, mas as obras só saíram do papel quando um grupo de oito empresas assumiu a construção: Stone Pagamentos, Fundo Mubadala, Qualicorp, SulAmérica Seguros, Vale, Movimento União Rio, Banco BV e Rede D’Or.

Os R$ 50 milhões serão dividido igualmente pelas sete empresas, e o Movimento União Rio pagará uma cota dupla.

A construção e a gestão do hospital vão ser feitas pela Rede D’Or. Mas todas as 200 vagas serão destinadas a pacientes do SUS. A previsão é de que o hospital de campanha permaneça em funcionamento durante 4 meses, atendendo nesse período 2 mil pacientes de Covid-19.

Caxias
Leitos: 200, sendo 60 de UTI
Prazo: 30 de abril
Custo: R$ 119 milhões

Em Caxias, a construção do centro de atendimento para pacientes de Covid-19 fica ao lado do Hospital Adão Pereira Nunes.

Na semana passada, o RJ2 registrou o canteiro de obras estava vazio, com uma tenda montada e três homens trabalhando.

A equipe voltou lá nesta terça-feira. A tenda já foi montada, mas os operários ainda trabalhavam na preparação do terreno. Às 15h, havia 13 funcionários trabalhando.

Nova Iguaçu
Leitos: 500, sendo 200 de UTI
Prazo: 30 de abril
Custo: R$ 181 milhões

Pouco mais de 30 quilômetros do futuro hospital de Caxias, no Aeroclube de Nova Iguaçu, a obra está bem mais avançada. Cerca de 100 homens trabalham em três turnos na construção de duas unidades.

O hospital de campanha já está quase pronto. A outra unidade é modular e está em fase de fundação. O equipamento ficará de legado e poderá ser levada para outra cidade.

“A diferença entre um e outro é que o hospital de campanha é um hospital provisório. É uma estrutura que vem agora para enfrentar a pandemia e, depois, ela é retirada enquanto o hospital modular, não. Ele tem uma construção mais sofisticada, uma estrutura mais complexa”, explicou Bruno Kazuhiro, secretário estadual de Infraestrutura.

Os leitos de baixa e média complexidade vão ficar no hospital de campanha: 200, ao todo. O custo é de R$ 119 milhões e o prazo de entrega é 30 de abril.

Os 300 leitos de alta e média complexidade vão ser instalados no hospital modular. O preço da obra é de R$ 62 milhões, bancados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura. O prazo de entrega é um pouco mais elástico: maio.

“Esse hospital ele é feito em fases. Você tem três blocos, cada bloco com 100 leitos. Então, nosso projeto é entregar a primeira fase, primeiros 100 leitos na primeira semana de maio e, depois, mais 20 dias para a gente entregar os outros 200 leitos”, disse o secretário.

São Gonçalo
Leitos: 200, sendo 40 de UTI
Prazo: até o fim de abril
Custo: R$ 90 milhões

Em São Gonçalo, o hospital de campanha está sendo bancado pelas prefeituras de Niterói e de Maricá, cidades vizinhas.

Em vez de jogos de futebol, o tradicional campo do Clube Mauá vai receber doentes da Covid-19. Há seis dias o gramado é um canteiro de obras.

A grande tenda do hospital de campanha de São Gonçalo já foi montada. Ainda faltam as divisórias. O piso vai ganhar mais uma camada.

Operários trabalham das 8h às 22h. Nos próximos dias, serão instalados os sistemas elétrico e hidráulico e o ar-condicionado.

São Gonçalo está entre os dez municípios com mais casos de coronavírus do estado. A prefeitura não tinha dinheiro para erguer um hospital temporário. Então, duas cidades vizinhas – decidiram ajudar. Na verdade, tomaram decisões estratégicas.

As prefeituras de Niterói e Maricá repassaram – juntas – R$ 90 milhões para o Governo do Estado construir, equipar e administrar o hospital de campanha de São Gonçalo e tentar evitar uma sobrecarga no sistema de saúde delas. A prefeitura de São Gonçalo apenas cedeu o espaço.

“A administração da gestão será do governo estadual, dando suporte ao município de São Gonçalo. Isso com certeza vai ajudar a diminuir a sobrecarga dos hospitais municipais”, explicou Jeferson Gomes, secretário municipal de Saúde.

Grande tenda do hospital de campanha de São Gonçalo

Hospitais de campanha no interior do RJ

Campos
Leitos: 100, sendo 10 de UTI
Prazo: até 30 de abril
Custo: R$ 60 milhões

Casimiro de Abreu
Leitos: 100 leitos
Prazo: até 30 de abril
Custo: R$ 60 milhões

Nova Friburgo
Leitos: 100, sendo 40 de UTI
Prazo: até 30 de abril

Ascom/CES-RJ

Categorias:Coronavírus

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